Publicidade
Notícias | Rio Grande do Sul Crime em Porto Alegre

Internautas pedem boicote ao Carrefour após morte de homem negro agredido por segurança e PM

Rede de supermercados já se envolveu em outras polêmicas que geraram protestos pelo País, como morte de cadela e cadáver coberto por guarda-sóis

Publicado em: 20.11.2020 às 10:07 Última atualização: 20.11.2020 às 10:35

O Dia da Consciência Negra (20 de novembro) amanheceu repercutindo a morte de um homem negro após ser espancados por segurança e policial militar temporário. O crime, ocorrido na noite de quinta-feira no supermercado Carrefour, do bairro Passo D'Areia, em Porto Alegre, gerou grande revolta nas redes sociais. Internautas pedem boicote à rede internacional fundada na França. No Brasil, são inúmeros os casos polêmicos envolvendo a empresa ocorridos antes da morte de João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos.

Relembre alguns casos polêmicos

Em dezembro de 2018, em Osasco, São Paulo, a cadela Manchinha foi morta após ser agredida por segurança do Carrefour. Houve manifestações contra o crime. No Recife, em agosto de 2019, o prestador de serviços da rede de supermercados, Moisés Santos, morreu e o estabelecimento continuou funcionando com seu corpo coberto por guarda-sóis

O que diz o Carrefour

Por meio de nota, o Carrefour afirma que tomará as medidas cabíveis e que romperá contrato com a empresa responsável pela segurança da unidade.

Repercussão nas redes sociais
Veja nota do Carrefour na íntegra

"Sobre a brutal morte do senhor João Alberto Silveira Freitas na loja em Porto Alegre, no bairro Passo D’Areia:

O Carrefour informa que adotará as medidas cabíveis para responsabilizar os envolvidos neste ato criminoso. Também romperá o contrato com a empresa que responde pelos seguranças que cometeram a agressão. O funcionário que estava no comando da loja no momento do incidente será desligado. Em respeito à vítima, a loja será fechada. Entraremos em contato com a família do senhor João Alberto para dar o suporte necessário.

O Carrefour lamenta profundamente o caso. Ao tomar conhecimento deste inexplicável episódio, iniciamos uma rigorosa apuração interna e, imediatamente, tomamos as providências cabíveis para que os responsáveis sejam punidos legalmente.

Para nós, nenhum tipo de violência e intolerância é admissível, e não aceitamos que situações como estas aconteçam. Estamos profundamente consternados com tudo que aconteceu e acompanharemos os desdobramentos do caso, oferecendo todo suporte para as autoridades locais."

Gostou desta matéria? Compartilhe!
Encontrou erro? Avise a redação.
Publicidade
Matérias relacionadas

Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.