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Notícias | Canoas Operação Camaleão

Falso médico é suspeito de coordenar grande esquema de estelionato

Entre os crimes cometidos pelos investigados está a falsa venda de mercadorias pela internet e a comercialização dos móveis de casas locadas

Publicado em: 24.10.2020 às 13:52

Mustang e caminhonete Sportage paraguaia foram apreendidos na ação Foto: Polícia Civil/Divulgação
Com o auxílio de autoridades paraguaias, a Polícia Civil - Delegacia de Repressão ao Crime Organizado de Canoas e 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana, deflagrou na manhã desta sexta-feira uma ação que estourou uma central falsa de e-commerce montada para fraudes a consumidores a nível nacional. Coordenada pelo delegado Mario Souza e pelo titular Thiago Lacerda, a Draco denominou de Operação Camaleão a ofensiva para prender os investigados, naturais do Paraná e que possuem antecedentes em diversos estados por estelionato, que durante a pandemia montaram uma central virtual de tapetes, onde supostamente vendiam as mercadorias para todo Brasil mas não efetuavam as entregas.

A investigação apontou que nem estoque de mercadorias existia, comprovando a fraude. Ao mesmo tempo, as investigações se intensificaram devido a golpes que os investigados praticaram no Paraguai em período em que ficaram escondidos no país. Lá, confeccionaram documentos paraguaios - a princípio falsificados - com o objetivo de trazer carros para o Brasil. A PC também descobriu que um dos envolvidos se passava por médico no Brasil e inclusive há suspeita de ter efetuado atendimentos, informação que está sendo averiguada. Com o casal preso por estelionato, tráfico de drogas e uso de documentos falsos, a polícia encontrou um Mustang e uma caminhonete Sportage com placas do Paraguai, além de computadores, cartões e documentos.

O investigado, segundo informações não confirmadas, teria se inspirado no filme “Prenda-me se for capaz", de Leonardo Di Caprio. Estima-se mais de mil vítimas pelo Brasil e também uma movimentação financeira em lavagem de dinheiro de R$ 1 milhão em fraudes, que eram cometidas em vários segmentos como locação de imóveis mobiliados e venda dos móveis das residências locadas. Em uma locação em Canoas, foram vendidos todos os móveis do locador. No alvo do mandado de busca, uma casa locada em Xangri-lá, os estelionatários estavam vendendo os móveis das vítimas, resultando em um prejuízo de R$ 60 mil. Dentre os crimes também estão estelionatos, uso de documento falso, tráfico de entorpecentes devido aà grande quantidade de anabolizantes encontrados e lavagem de dinheiro devido à utilização de inúmeras contas bancárias abertas.

"Foi uma complexa investigação e o esquema, que atuava em várias partes do Brasil partindo do RS, foi desarticulado”, diz o titular da Draco, delegado Thiago Lacerda. 
O diretor da 2ª DPRM, Regional de Canoas, delegado Mario Souza, ressalta que "a Operação Camaleão foi exitosa em muito pelo auxílio das outras instituições de segurança” e que “o objetivo agora é buscar identificar e na medida do possível reaver os prejuízos das vítimas”.

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