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O Doutrinador é catarse para geração revoltada com política

Filme brasileiro de super-heróis está batendo recordes de permanência nos cinemas.

Foto por: divulgação
Descrição da foto: Cena do filme brasileiro de super-heróis O Doutrinador
Tem uma coisa interessante acontecendo com O Doutrinador. Esta inédita aventura brasileira de super-heróis, baseada em história em quadrinhos e com todas as cenas de ação e efeitos especiais a que tem direito, está começando a bater recorde de permanência nas salas de cinema. O filme estreou no começo de novembro e segue firme.

O sucesso vem, em parte, porque é uma bem-vinda refrescada no cinema comercial brasileiro, que nesta última década anda num regime quase que exclusivo de comédias. Mas tem mais coisa aí também. O filme é bom. Mais do que isso, tem um senso de timing formidável.
Kiko Pissolato vive o policial Miguel, que trabalha em uma espécie de Bope misturado com Polícia Federal. Após uma tragédia familiar em que sofreu uma perda dramática agravada por falta de atendimento em hospital público, ele decide partir para um confronto contra um governador corrupto acusado, justamente, de desviar dinheiro da saúde. É o início de uma série de justiçamentos de políticos sujos. Usando uma máscara, a imprensa passa a chamá-lo de Doutrinador, e ele entra na mira dos poderosos e também dos colegas policiais.

Baseado nos quadrinhos de Luciano Cunha e com direção de dois realizadores experientes na tevê, Gustavo Bonafé e Fábio Mendonça, O Doutrinador tem boa fotografia e montagem, cenas de ação bem feitas e até boas atuações. A história tem lá os seus clichês e furos, como é comum nos filmes de ação, mas funciona até melhor que a média dos filmes importados de super-heróis. Sobretudo, O Doutrinador capitaliza a insatisfação nacional com a corrupção e o crime, tema que impactou dramaticamente nas eleições. É extremamente violento (a recomendação é 16 anos), até como uma forma de catarse, mostrando castigos terríveis para criminosos de colarinho branco, às vezes sob palmas da plateia. Seu herói é uma mistura entre Batman, Justiceiro e Capitão Nascimento. Mensagem política à parte, é divertido.

Promete virar série.

Deuses e demônios à solta em Novo Hamburgo!

Autora faz campanha para lançar por editora de Portugal livro de fantasia ambientado na cidade.

Foto por: Reprodução
Descrição da foto: Imagem promocional do livro Entre Deuses e Demônios, de Sabrina Naud
Talvez você nem tenha notado, mas tem uma série de criaturas exóticas à solta em Novo Hamburgo. Deuses, demônios e toda sorte de seres fantásticos, às voltas com seus próprios problemas e às vezes dando uma topada no mundo dos mortais comuns.

Este é o ponto de partida do livro Entre Deuses e Demônios, da autora hamburguense Sabrina Naud. Ela está em processo de publicação desta história de fantasia por uma editora de Portugal. A obra ainda não está pronta, mas tem um site onde dá para baixar o primeiro capítulo para ler e também dá para se informar sobre o programa de crowd funding (vaquinha virtual), que inclui recompensas para quem participar.

Um aperitivo do livro, nas palavras da própria autora:

"A história se desenrola na pacata cidade de Novo Hamburgo no ano de 2001, onde as coisas não são como aparentam ser. Criaturas místicas, vampiros, bruxos, caçadores e deuses antigos se misturam ao cotidiano da população. Um mundo de magia e misticismo desperta à noite, onde a escuridão protege o seu segredo. Uma adolescente criada por elfos longe dali se muda para a cidade e com seus amigos, mestiços da mais variadas raças, luta para manter a ordem no local, além de lidar como problemas como aceitação, paixões, separações, preconceito, mentiras e tudo que é ampliado um milhão de vezes quando se tem 14 anos."

Foto por: Reprodução
Descrição da foto: A autora Sabrina Naud, de Novo Hamburgo
Sabrina conta que a história começou a ser criada quando ainda tinha 12 anos. Depois, aos 16, ela publicou um fanzine com amigos incluindo parte do universo do livro.

Vale a pena prestigiar, até por questão de sobrevivência cotidiana. Se já é difícil lidar com os adolescentes e pré-adolescentes de Novo Hamburgo e região (acredite, pai sabe dessas coisas), imagina quando eles forem vampiros, deuses antigos ou, pior, simplesmente demônios. 


Duas grandes vozes de outra era se despedem

Angela Maria, no Brasil, e Charles Aznavour, na França, marcaram uma época .

Em um intervalo de poucos dias, morreram a cantora brasileira Angela Maria e o francês Charles Aznavour. Ambos morreram em idade avançada, Angela Maria aos 89 e Aznavour aos 94, motivo pelo qual já não estavam tão presentes na mídia e no cotidiano do show business. Mas, interessantemente, ambos marcaram profundamente uma época.

Foto por: Angela Maria Oficial/Facebook/Reprodução
Descrição da foto: Cantora Angela Maria morreu aos 89 anos, em São Paulo
No Brasil, Angela Maria personificou como poucas a era das grandes estrelas do rádio. Ponto capital, foi um período marcado pelas vozes possantes ou com grande alcance vocal – caso dela. É um paradigma anterior às musas baseadas em estampa, das fases da tevê e da Internet. Compare a voz de Angela Maria com alguma cantora de sucesso nacional das paradas. Compare a estampa das duas. Lamentavelmente, a própria passagem do tempo tende a diminuir o efeito da perda. Assim como aconteceu com Cauby Peixoto, Angela Maria sobreviveu muitas décadas à sua era. As novas gerações talvez a redescubram agora.

Foto por: Ludmila Joaquina Valentina Buyo/Divulgação-Flickr
Descrição da foto: Charles Aznavour foi cantor e ator
Aznavour, por sua vez, foi bem mais que um cantor. Além de representante, com méritos, da grande canção francesa (se você não pegou o tempo, procure La Bohème, She ou Et Pourtant no Youtube), ele foi a personificação do galã francês, tanto na música quanto no cinema (ele fez vários filmes). Você vai rir, porque, com o nariz descomunal, Aznavour não pareceria, à primeira vista, qualquer sex symbol. Lembre, entretanto, que ele é a versão francesa de outro tipo de ídolo, assim como Humphrey Bogart nos Estados Unidos. Aznavour era o malandrão conquistador francês com bom papo e voz melíflua, um tipo de figura certamente anacrônica no século 21 mas que marcou mais de uma geração. Em sua época, teve casos rumorosos com algumas das principais musas da França.

Vale conferir a voz de ambos. Vai levar um bom tempo até que a música encontre a conjunção que, em Angela Maria e Charles Aznavour, era natural.

Cartunista Ziraldo teve AVC

Criador do Menino Maluquinho havia tido um AVC e passou mal nesta quarta-feira (26).

Foto por: Agência Brasil/Arquivo
Descrição da foto: Ziraldo, em foto de 2013
O cartunista Ziraldo, 85 anos, foi internado em estado grave em um hospital de Botafogo, no Rio. A imprensa do centro do País informou que ele sofreu um AVC hemorrágico após passar mal, e teve que ser internado às pressas. Ziraldo já havia tido um AVC em 2013. Atualização do estado dele indica que seu quadro se estabilizou.

Ziraldo é o criador do Menino Maluquinho, personagem infantil famoso em livro e quadrinhos, que já virou até filme e foi traduzido em várias línguas. Ziraldo também foi um dos fundadores do jornal satírico Pasquim, durante a época do governo militar brasileiro.