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Palpites de Mãe

Eles não andam, eles desfilam

Pais procuram por carreira de modelo para pequenos.


Paloma Vargas/GES-Especial
Maria Luiza fica muito a vontade em frente à câmera
Às vezes é um sonho dos pais. Muitas vezes, de tanto ouvir que o seu pitoco é bonito, sorridente, esperto e até mesmo fotogênico, os responsáveis acabam pensando: Por que não procurar uma agência de modelos? Assim pode começar a carreira de diversas crianças como modelos comerciais.

Nesta semana, Rosângela Kitaichuka, 33 anos, levou sua pequena Maria Luiza, de apenas 1 anos e 3 meses, para fazer uma avaliação na agência Up Models, de Gravataí. No local, toda terça-feira é dia de tentar ser modelo e descobrir talentos. “A carreira de modelo nunca foi um sonho meu, mas de tanto ouvir as pessoas me dizerem de que eu deveria investir no talento dela, resolvi procurar a agência”, comenta.

A menina, de sorriso fácil, não se intimidou na frente da câmera e o resultado da avaliação será conhecido em até sete dias. “Acredito que se ela for selecionada vai se dar bem. Ela não estranha pessoas e está sempre feliz.” A mãe lembra que trabalha fora e questionada sobre o ritmo de testes que a filha poderá ser submetida, ao entrar para a agência, ela afirma que se adaptará a nova realidade. “Vou dar um jeito para ter disponibilidade e vou atrás do melhor para ela”, revela.

Levando a filha Júlia, de 1 ano e 11 meses, Carine Borges afirma que também foi influenciada pela opinião de outras pessoas sobre os talentos da filha. “Vim para aproveitar esta fase dela. Desde pequena falam da sua beleza. Se for selecionada, vamos avaliar, ver se ela gosta, porque tudo tem que ser prazeroso para a Júlia”, diz.

“Não basta Ser lindo”


Arquivo pessoal
Silvia lembra que é importante ter informações da agência
A diretora e booker da Up Models, Silvia Goulart (foto), afirma que a carreira de um modelo comercial pode começar cedo. Bebês podem entrar na agência a partir dos 3 meses de vida. “Para este mercado, precisamos de todos os perfis de pessoas, mas não basta ser lindo. O modelo precisa ter uma série de atributos para seguir nesta carreira.”

Ele revela que, no caso dos pequenos, além de beleza e carisma, detalhes fazem toda a diferença. “A criança precisa gostar de se pentear, por exemplo, de trocar de roupa diversas vezes em um curto espaço de tempo, no caso dos meninos, pode ser que tenha que deixar passar um pó no rosto, e tem que entender que isso faz parte do trabalho.”

A atendimento da agência Marta Oliveira, que faz as primeiras avaliações, destaca que a vontade tem que partir da criança, quando ela já tem idade para isso. “Já atendi um menino que era o sonho da mãe ter sido modelo. Estava no rosto dele que não estava curtindo o que estava acontecendo. Isso tem que ficar claro para os pais. Assim não dá certo.”

Após ser selecionado é necessário fazer um book (que tem um custo arcado pelo candidato) e assumir um compromisso. Silvia lembra que ter informações da agência antes de buscar o teste é importante. “Saber quais são os clientes desta agência e pegar informações com pais de crianças já agenciadas é muito importante.”

Perspectiva de futuro para eles


Arquivo pessoal
Rodrigo Acom fez comercial de TV
A empresária Karen Moraes tem seus dois filhos, Rodrigo, 9 anos, e Rafael Acom, 3, trabalhando como modelos. Por ser mais velho, Rodrigo foi o primeiro a começar no trabalho. “Ele era desinibido e diziam que era bonito, por isso procurei uma agência e deu certo.” Ela lembra que muitas vezes o trabalho é cansativo. “Muitas vezes são horas de testes, mas eles gostam e penso que é uma perspectiva para o futuro deles, por isso invisto.” Karen destaca que os pagamentos dos trabalhos são usados sempre para os meninos. “Eles compram algo que querem e também investimos em cursos. No final, o resultado dá muito orgulho.”

Páscoa pode ser mais saudável

Pais precisam tentar minimizar o consumo de doces.


Marcos Merker/Divulgação
Vânia fez oficina de culinária e serviu cenoura, a "comida do coelhinho", aos pequenos
A Páscoa é um momento tradicionalmente doce, mas já é sabido que o estímulo ao consumo exagerado de açúcar traz malefícios à saúde. Pensando nisso, o Colégio Espírito Santo (CES) de Canoas realizou diversas ações com os pequenos, para mostrar que a data não é sinônimo apenas de chocolate. Uma delas foi a oficina de cupcake de cenoura.

Segundo a nutricionista do CES, Vânia Pagliarini, o consumo de guloseimas nesta época do ano é cultural, mas deve ser minimizado. “Até dois anos o consumo de açúcar é proibido e a criança deve ser presenteada com brinquedos, por exemplo. Após essa idade, precisamos dosar muito bem a oferta de doces, pois eles podem causar dependência, além de problemas de saúde”, revela.

Como opções de chocolate, ela destaca aqueles que possuem 70% cacau ou mais e afirma que bombons e chocolate branco são vilões. “O bom é evitar chocolates com recheios, pois estes têm ainda mais açúcar e gorduras.” Vânia dá como opções, ofertar amendoins e passas de uva cobertos com chocolate. “Assim unimos uma oleaginosa e frutas secas, com uma casquinha fina de doce.”

Balas e marshmallows, por suas quantidades de açúcar e corantes também devem ser evitadas ao máximo.

Consumo

A nutricionista diz que após ganhar os ninhos, o consumo deve ser supervisionado por adultos. “Os doces não devem ficar à disposição da criança e sempre ofertados após as refeições.” Ela revela que uma porção ideal é algo que caiba na mão do pequeno. “É melhor comer a longo prazo do que em grandes doses.”

“Caçada” aos ninhos


Marcos Merker/Divulgação
Pequenos procuraram seus ninhos saudáveis, recheados de frutas
Para estimular uma alimentação saudável, frutas podem ser inseridas nos presentes de Páscoa. Os alunos Maternal A fizeram uma busca por seus ninhos recheados de frutas, na escola. A nutricionista Vânia lembra que além do colorido, as frutas têm diversos benefícios à saúde. “As crianças possuem repulsa por aquilo que desconhecem. Assim, é preciso insistir na oferta de frutas, verduras e legumes”, lembra.


Receita

CUPCAKE DO COELHINHO

Ingredientes:

- 3 cenouras médias

- 1/2 xícara de chá de óleo do coco ou manteiga

- 4 ovos

- 1/2 xícara de chá de açúcar demerara

-1 xícara de chá de farinha de trigo

-1 xícara de chá de aveia

- 1 colher de fermento

Modo de preparo:

Bater tudo do liquidificador. Iniciar pelos ingredientes úmidos e por último, acrescentar os secos (farinha e fermento).

Observação: a mesma receita pode ser usada, substituindo a cenoura por beterraba

Informações nutricionais: A cenoura é fonte importante de betacaroteno, com poderosa ação antioxidante. Atua na preservação da visão e proteção da pele e mucosas. Já a aveia é fonte de fibra solúvel que controla a glicemia.

Estimulação precoce para desenvolver

Bebês com Síndrome de Down necessitam de cuidados.


Fernando Lopes/GES-Especial
Terapeuta Ocupacional Tatiana Silva estimula Davi a engatinhar
A última quarta-feira, 21 de março, era o Dia Internacional da Síndrome de Down. A data marca a luta diária das famílias contra o preconceito, porém, pequenas lutas são comemoradas diariamente. Aprender a sentar, engatinhar, andar, falar e até se alimentar pode ser uma tarefa árdua para quem convive com os pequenos que possuem Down.

Assim, o trabalho de estimulação precoce é fundamental para o desenvolvimento deles. Davi Luiz Lima Martins, de 1 ano e 10 meses, é atendido na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Gravataí e já mostra evoluções significativas no seu quadro.

Segundo a terapeuta ocupacional Tatiana da Silva, o objetivo principal dos atendimentos é ajudar no desenvolvimento psicomotor das crianças que possuem algum tipo de atraso. No caso de Davi, ela trabalha para que o pequeno tenha firmeza no tronco e possa engatinhar. “Além da parte motora, a parte de atenção e aprendizado também é trabalhada. Usamos brinquedos para estimular a concentração, por exemplo.”

Oralidade


Fernando Lopes/GES-Especial
Na sala com a fonoaudióloga Monique Lentz, o pequeno usa o estimulador oral
A postura com a língua (característica de quem tem a síndrome) é trabalhada pela fonoaudióloga Monique Lentz. “Trabalhamos para que ele fique com a língua mais para dentro da boca e possa aprender a mastigar os alimentos e até mesmo a começar a balbuciar as primeiras sílabas e palavras”, explica. Todos os exercícios feitos pelas duas profissionais devem ter continuidade em casa, para que possam ter um resultado satisfatório.

Amor de mãe


Fernando Lopes/GES-Especial
Davi adora um colinho da mamãe Estéfani
Estéfani dos Santos, 24 anos, é a mãe do Davi. Ela só soube que ele tinha Síndrome de Down no nascimento, mas afirma que a aceitação foi rápida. De lá para cá, muitos foram os desafios pelos quais passam. “Sou muito preocupada com o desenvolvimento do Davi e sei que ele evoluiu muito após o início dos atendimentos aqui na Apae.”

Ela comenta que sempre fica muito atenta e é comprometida em realizar tudo o que lhe é orientado. “Ele é muito inteligente, um bebê muito amado que aprende rápido, só precisa ser estimulado. Por isso, venho a todas as consultas e nos esforçamos em casa”, diz.

Questionada sobre o futuro, Estéfani destaca que espera que Davi continue sendo muito carinhoso, sorridente, que mantenha seu gosto por dançar e seja muito parceiro da irmã, Estela, de 3 anos. “Desejo muito que ele tenha uma vida feliz, que estude e consiga tudo o que desejar, através do seu esforço.”


Para formar uma criança segura

Relação entre pais e filhos faz toda a diferença.


Divulgação/Divulgação
Estar presente com qualidade traz segurança
Um dos maiores desafios que os pais podem ter atualmente é formar uma criança segura. Ter segurança tem tudo a ver com a forma com que se encara a vida e os desafios. Sentir-se seguro desde as primeiras horas de vida é fundamental para que a pessoa se torne um adulto que saiba lidar mais com as dificuldades e problemas da vida.

Assim, muitos devem se perguntar “o que fazer para dar a segurança necessária para o filho?” A professora e psicóloga da Ulbra Maria da Graça Taffarel Krieger afirma que a segurança está diretamente ligada com a forma com que cuidamos dos pequenos. “Os pais precisam estar saudáveis emocionalmente para poder vivenciar a paternidade de forma consciente, suprindo não só as necessidades fisiológicas do bebê, como também as emocionais.”

Ela lembra que a criança nasce precisando aprender tudo e que o mundo é decodificado para ela, através do adulto e de como ele o mostra para o pequeno.

Explorando o mundo à sua volta


Luiz Munhoz/Ulbra
Professora Maria da Graça Taffarel Krieger
A segurança do indivíduo está relacionada com suas experiências, conforme a psicóloga Maria da Graça (foto). Assim, deixar a criança explorar o ambiente, por exemplo, sempre com supervisão, mas respeitando o tempo dela, faz com que se torne mais segura. “Novas habilidades, relações, tudo está ligado à forma de tentativa e erro que os pais permitem que a criança vivencie. Uma mãe superprotetora, por exemplo, que não deixa o filho experimentar caminhar em determinado local por ter medo que ele caia, faz com que a criança se retraia para desafios.”

Ela revela que a superproteção também pode passar a mensagem de que o adulto não acredita na capacidade da criança em fazer determinadas tarefas e isso traz insegurança. “Não se pode passar a mensagem de que tudo é perigoso. Na verdade, é necessário dar suporte para que o bebê vivencie experiências desafiadoras, mas sempre mostrando que ele não está sozinho.”

Deixar o bebê chorando, alegando manha, também é desaconselhável. “O choro é uma forma de expressão e precisa ser atendido. O bebê precisa saber que pode contar.”

Experiências


Divulgação/Divulgação
Fazer parte do processo mostrando que está disponível é fundamental
Deixar comer sozinho, engatinhar, sentar e levantar com independência, assim como respeitar o tempo de desfralde, dando a segurança de andar sem fraldas, por exemplo, são formas de dar segurança ao bebê. “O adulto precisa deixar a criança fazer tudo a seu tempo. Sem pressa, mostrando que está ali para apoiá-lo.”

A psicóloga revela que há estudos que mostram que com 2 anos já há demonstração de segurança. “A criança segura permanece mais tempo realizando uma tarefa e consegue lidar melhor com pequenos problemas que possam aparecer e isso acaba se perpetuando para toda a vida.”