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Palpites de Mãe

Bebês precisam sim, escovar os dentinhos

Higiene bucal deve iniciar ainda na fase que estão "banguelas".

Foto por: Paloma Vargas/GES-Especial
Descrição da foto: Hora do banho também pode ser usada para a escovação
No último dia 3 de outubro foi comemorado o Dia Mundial do Dentista. Profissão temida por muitas pessoas, os dentistas têm papel fundamental na nossa saúde e os cuidados bucais devem ser iniciados ainda nos primeiros meses de vida. A higienização deve ser feita sempre assim como o estímulo aos hábitos saudáveis, como a escovação, deve ser iniciado pelos pais, assim que os primeiros dentinhos começarem a apontar.

Segundo a dentista Marieli de Oliveira, mesmo sem ter os dentes, é importante que se faça a higienização da boca do bebê. “Principalmente da língua, que acumula saburra lingual e desenvolve nesta idade o fungo cândida albicans (famoso sapinho).” Ela explica que o processo é fácil e deve ser feito após as mamadas, com uma gaze úmida em água, enrolada no dedo ou dedeiras (escova) de silicone. A dedeira também pode ser usada como estímulo na fase de pré-erupção dentária.

Já os dentinhos, de acordo com Marieli, podem começar a nascer a partir dos 6 meses de vida. “É no momento do nascimento do primeiro dente que se inicia a escovação propriamente dita, com escova de dentes (modelo semelhante ao de adultos) e creme dental infantil com flúor.”

Evite o excesso de flúor

Foto por: Arquivo pessoal
Descrição da foto: Dentista Marieli de Oliveira
A quantidade de creme dental com flúor na escova precisa ser cuidada. Conforme a dentista Marieli de Oliveira (foto), “cada fase tem uma quantidade específica”. “De zero a 3 anos a quantidade ideal é semelhante a um grão de arroz, já a partir de 3 anos, a quantidade é semelhante a uma ervilha.”

A profissional destaca que o creme dental deve sim, conter flúor. “Porém é importante a quantidade de creme dental, pois a criança na primeira infância ainda não possui a coordenação motora suficiente para cuspir todo o creme, e acaba engolindo uma parte.”

Em excesso, o flúor causa a fluorose, que é uma complicação que ocorre pela ingestão excessiva ou prolongada de flúor durante o período de formação dos primeiros dentes, desde o nascimento da criança até os cinco anos de idade. “O flúor é desejado na superfície do dente, quando perdeu o cálcio e ele repõe a molécula no esmalte e deixa o dente forte novamente. Na dentina, não é legal, porque acaba tomando o lugar do cálcio na formação dos dentes permanentes.” A fluorose causa manchas, na sua maioria nos dentes permanentes, que variam de esbranquiçadas a amarronzadas dependendo da severidade. “Por ser um distúrbio que ocorre durante a formação da estrutura dentária, as manchas não desaparecerão com o tempo”, explica Marieli.

Ao escolher o creme dental, a dentista dá a dica que estes não tenham sabores “muito gostosos”. “Assim evita um pouco a criança querer engolir.”

"Eu ficava sentada enquanto brincavam"

Vítimas da poliomielite falam da importância de vacinar as crianças.



Divulgação
Iara e Suzana tiveram poliomielite quando crianças
Você já se imaginou com alguma dificuldade de locomoção? Com alguma deficiência física? Agora, imagine se fosse o seu filho. Esta matéria não está sendo feita para se falar na falta de possibilidades, de acessibilidade, para se falar das dificuldades que um cadeirante, por exemplo, passa todos os dias. Aqui, se quer falar no ato de amor que as famílias precisam ter com seus pequenos. E isso significa fazer a escolha pela vacinação contra a poliomielite.

A campanha de imunização já encerrou em diversas cidades mas em Gravataí, foi prorrogada até o próximo dia 28, para crianças de 1 a 5 anos incompletos. Todas as pessoas têm o direito de ter suas crenças, mas quando isso coloca em risco a vida de milhares de crianças, deve ser repensado.

A Associação Canoense de Deficientes Físicos (Acadef), através de uma de suas fundadoras e da gestora de Recursos Humanos, Suzana Cardoso e Iara Coromberque, respectivamente, fez uma campanha nas suas redes sociais lembrando da importância da vacinação.

Sentindo na pele

Na campanha há um pequeno relato sobre a infância com a paralisia infantil. “Quando eu era criança e ficava triste por não poder caminhar, correr e brincar como as outras crianças, chorava muito e deixava as lágrimas caírem sobre as minhas pernas para que elas ‘percebessem’ o quanto eu estava triste”, revela Suzana.

Já Iara, hoje com 43 anos, revela o que sua mãe lhe contou e como se sentia. Ela tinha apenas um ano de vida quando os sintomas da doença começaram a aparecer. “Comecei com febre alta e a perder os movimentos de braços e pernas. Minha mãe me disse que na época cheguei a tomar uma dose da vacina, mas os médicos teriam explicado que o vírus já estava no corpo, por isso não teria me imunizado.”

Iara nunca aprendeu a caminhar. Da sua infância, lembra de estar no hospital, fazer diversas cirurgias e de ficar engessada dos pés até a cintura. Ela se arrastava no chão para se locomover e a sua primeira cadeira de rodas foi aos 10 anos, quando então, conseguiu ir para a escola. “Eu ficava sentada enquanto as outras crianças corriam, brincavam, jogavam bola. Eu via aquilo e ficava muito triste de não poder estar fazendo a mesma coisa.” Iara ainda ressalta a sua tristeza de hoje em dia, ao ver pessoas não levarem seus filhos para vacinar por preguiça, desculpa de falta de tempo ou até mesmo falta de informação. “Estes pais precisam saber que estão decidindo o futuro dos filhos e mais, podendo os deixar excluídos, de uma certa forma, da sociedade, para sempre.”

A pólio é uma doença viral que pode levar à paralisia parcial ou total e acomete, geralmente, crianças até os 4 anos de vida.

Brincar é fundamental para o desenvolvimento

Especialista fala sobre a importância para os pequenos.


Divulgação
brinquedos devem favorecer habilidades motoras
Você já reparou no seu filho brincando? Em como ele consegue resolver os mais variados tipos de situações usando apenas a imaginação? É no ato de brincar que as crianças desenvolvem diversas capacidades. “Quem não lembra, quando criança, das brincadeiras que fazia?  Brincar de esconde-esconde, alerta, cabra-cega e amarelinha. Estas e outras brincadeiras da época auxiliam as crianças na descoberta de si e do mundo”, comenta a psicopedagoga especialista em Educação e Educação especial, Ana Regina Caminha Braga. 

Ao longo do tempo, brinquedos e brincadeiras foram mudando, diversos fatores contribuíram para isso, mas o prazer da criança em brincar é o mesmo. Segundo Ana, é importante que os professores compreendam a importância deste ato no processo de aprendizagem das crianças. “É importante que o professor tenha consciência desse processo orientando e remodulando projetos que ajudem no desenvolvimento de habilidades e competências oriundas de cada faixa etária.”

Convívio social

Vale lembrar que brincadeira não é o objeto em si, mas o conjunto de estratégias e habilidades que possibilitam as crianças experiências que revelam o mundo e as desenvolvem para o futuro.

O ato de brincar tem um papel fundamental para o desenvolvimento biopsicossocial da criança. É nesse momento que ela se desenvolve, explora característica de personalidade, fantasias, medos, desejos, criatividade e elabora o mundo exterior a partir de seu campo de visão. Para a especialista, a criança precisa experimentar, ousar, tentar, conviver com as mais diversas situações. Brincar com outras crianças, com adultos, com objetos, com o meio. A brincadeira individual também é algo importante, mas brincando com o outro essa criança desenvolve seu convívio social.

Para finalizar a psicopedagoga lembra que as crianças necessitam de brinquedos e brincadeiras que favoreçam seu desenvolvimento, suas habilidades motoras, coordenação grossa e fina, estruturação espaço temporal e lateralidade. “Os pequenos estão em uma fase de descoberta, a brincadeira caracteriza vínculo importante com o seu meio social, seus familiares e amigos, e é desse convívio com o outro, que a criança começa a formar sua ideia de mundo”, completa.

Aleitamento só faz bem

Semana Mundial da Amamentação quer estimular o ato.


Danibat Fotografia/Divulgação
No início, processo é de aprendizado para a mãe e o bebê
A Semana Mundial da Amamentação (1º a 7 de agosto), reforça a importância do leite materno para o desenvolvimento das crianças até 2 anos e exclusivo até os 6 meses de vida - orientação preconizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). São infinitos os benefícios do aleitamento, inclusive de diminuição de mortalidade infantil.

Segundo a nutricionista do Banco de Leite Humano da Santa Casa, Claudia Abreu Nunes, o leite materno tem todos os nutrientes que o bebê precisa e por isso, deve ser exclusivo até o sexto mês de vida. “Os teores de sódio e potássio, as calorias e a quantidade de proteína, por exemplo, são todos balanceados em todos os leites. Não existe leite fraco.”

Ela comenta também que a imunidade é muito beneficiada com a oferta do leite materno. “Por mais que os leites de fórmula tenham nutrientes, eles não trazem os anticorpos, tão necessários para o bebê, como o leite da mãe”, diz.

Não é fácil

Sobre este tema, me senti na obrigação de escrever um pouquinho do que passei. André demorou para aprender a pegar o peito e a sugar. Muitas mães e bebês passam por isso e insistir é fundamental. Pode doer um pouco também nas primeiras vezes e aqui eu confesso: via “estrelinhas” nas primeiras sugadas. Mas podem ter certeza, tudo isso vale a pena.

Hoje, ele tem 11 meses e ainda mama no peito. Sei que isso o ajuda a ser mais forte e a aumentar o nosso vínculo. Aquele é um momento único, entre mãe e bebê, de amor, de cumplicidade, de olho no olho.

Assim, amamentem seus pequenos e se estiverem com dificuldades, peçam ajuda. Não desistam porque esse momento é realmente mágico.

Banco de leite

Para aquelas mães que estão com dificuldade e precisam de orientação para amamentar melhor o seu filho, ou ainda para quem tem leite sobrando e quer doar, o Banco de Leite Humano da Santa Casa é um local de acolhimento e ajuda. Ele atende, principalmente, a demanda dos recém-nascidos prematuros internados na UTI Neonatal da Maternidade Mário Totta da instituição, em situações em que as mães não podem amamentar os seus bebês.

De acordo com a nutricionista Cláudia, ele é “um local de apoio, incentivo e estímulo ao aleitamento materno”. “Aqui, conseguimos ajudar muito as mães, principalmente a estimular o bebê a fazer a pega certa, para evitar fissuras e problemas na amamentação.”
Além de auxiliar as mães no aleitamento, o banco realiza a coleta, armazenamento e processamento do leite coletado. “O leite doado passa por um processo de pasteurização e análise clínica. Tudo para garantir a segurança do recém-nascido que irá receber”, explica Cláudia.

Qualquer mulher que esteja amamentando, tenha leite em excesso e queira doar, pode coletar em casa ou no próprio banco e fazer a doação. O Banco de Leite Humano da Santa Casa está localizado no primeiro andar do Hospital Santa Clara, junto à Maternidade Mário Totta (Rua Prof. Annes Dias, 135). Funciona diariamente das 7h às 12h e das 13h às 18h30, inclusive nos sábados, domingos e feriados. Mais informações no telefone 3214-8284.